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Se não está quebrado, não conserte.

Lucas Couto

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Os norte americanos são pragmáticos ao aderirem para suas vidas mentalidades tradicionais que acabaram virando práticas e lições que deveriam ser replicadas a todo o restante do mundo, principalmente no Brasil.

Entre diversas dessas mentalidades, existe uma que deveria ser a primeira boa prática implementada nas repartições públicas no Brasil, “If it ain`t broke, don`t fix it”, traduzindo, “se não está quebrado, não conserte”.

No Brasil, a cultura do estado paternalista está enraizado na sociedade e isso gera uma confortável situação para os políticos, já que, quanto mais o brasileiro depende do estado, mais os políticos se perpetuam no poder e se tornam cada vez mais necessários para a população.

Basta ler comentários em grupos sobre políticas no Facebook ou então ler comentários em páginas de vereadores, que logo se encontrará, pessoas dependentes desses políticos, seja para arrumar uma vaga em creche, uma viagem para realizar tratamento médico ou até pagar contas pessoais vencidadas.

Toda essa dependência originou-se em fortes intervenções estatais em todos os setores da sociedade. Durante o século XX, periodo em que a política influenciou fortemente na mentalidade das futuras gerações, tivemos presença do governo em quase tudo, desde hoteis que pertenciam ao governo, até grandes industrias de minério e petróleo, passando por bancos.

Com isso, o brasileiro foi acostumando a depender do governo para tudo, e aquele ímpeto desenvolvimentista presente nos brasileiros no século XIX, foi-se apagando aos poucos, e cada vez mais dependentes, viramos reféns do sistema.

Em Nova Serrana não é diferente, com a vitória de Euzébio Lago, que representava a mudança, a mentalidade do estado presente em tudo, fez com que a prefeitura alongasse seus tentáculos, e com a desculpa de consertar o que não estava estragado, criou-se cargos para acolher a base política do prefeito.

Nova Serrana é uma das cidades que mais cresce no Brasil por conta de seus trabalhadores e dos empresários, não por causa de políticos. As industrias na cidade andam com as próprias pernas, mas mesmo assim, a prefeitura decidiu que precisavam “consertar” algo que não estava estragado, e ressuscitou a secretaria de industria e comércio, com isso, vários funcionários ociosos e custos para o município.

Devemos aprender com exemplos de sucesso, não só com os Estados Unidos, mas países como  Austrália, Nova Zelândia, Hong Kong, Irlanda e tantos outros que são potências mundiais e que possuem um estado cada vez menos presente na vida de seus povos.

Não precisamos consertar o que não está quebrado, precisamos mudar o que não serve mais.

* Lucas Couto - Empreendedor, acadêmico em engenharia civil, coordenador do movimento Livres e defensor da liberdade e da redução da máquina pública.

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