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Renovação na câmara – modelo de gestão – Minas deu o recado

Welder Gontijo

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RENOVAÇÃO NA CÂMARA – MODELO DE GESTÃO – MINAS DEU O RECADO

Com a apuração dos resultados das eleições 2018 alguns partidos cresceram sensivelmente o número de parlamentares eleitos fazendo com que a representatividade partidária de siglas antes desconhecidas se tornasse bem mais conhecidos do que antes das eleições.

 DESTAQUE

Sem dúvida o grande destaque nestas eleições foi o desempenho do PSL do presidente eleito Jair Bolsonaro, em 2014 o ex-partido nanico tinha apenas uma cadeira na câmara dos deputados. Com o excelente desempenho nas eleições deste ano a sigla saltou para 52 deputados eleitos se tornando o segundo maior partido em representatividade na câmara dos deputados.

 QUEDA LIVRE

Se alguns se destacaram pelo bom desempenho nas urnas é fato que outros sofreram uma forte queda. O MDB que em 2014 tinha 64 cadeiras viu esse número despencar para 34 eleitos em 2018. Já o PSDB que em 2014 foi a terceira maior bancada, conquistou apenas uma modesta nona posição em 2018.

 PT VAI BEM

Mesmo sofrendo um enorme desgaste eleitoral desde a deposição da ex-presidente Dilma Rousseff, seguido pela prisão do também ex-presidente Lula o Partido dos Trabalhadores, mesmo que derrotado na corrida pela presidência da republica, teve o melhor desempenho entre todos os partidos, formando a maior bancada da câmara federal com 56 cadeiras, mas nem por isso deixou de sentir os efeitos de um partido desgastado, perdendo 13 vagas já que em 2014 foram 69 os eleitos.

 RENOVAÇÃO DA CÂMARA

Com 513 vagas para a câmara dos deputados em disputa, menos da metade dos deputados federais conseguiram se reeleger, ou seja, 240. A partir de 2019 a câmara será dotada de uma representatividade multipartidária, serão trinta partidos ao total, um recorde desde a redemocratização. Atualmente, 25 partidos são representados na Casa.

 ALMG AUMENTA REPRESENTATIVIDADE PARTIDARIA

Já na Assembleia Legislativa de Minas Gerais teremos também uma elevação na representatividade partidária. A atual legislatura conta com 21 legendas representativas, já em 2019 esse número passará para 28. Seguindo a tese nacional, quem mais ganhou representantes foi o PSL do novo Presidente Bolsonaro, com seis novos nomes. Seguindo ainda o norte determinado em cenário nacional quem mais perdeu foi o MDB que tinha 14 cadeiras e viu esse número se reduzir a sete. Já o PT conseguiu subir de oito para dez o número de deputados, se mantendo como a maior bancada, também na Assembleia de Minas. Já o partido do futuro governador Romeu Zema conseguiu eleger três deputados.

NOVO MODELO DE GESTÃO

A se considerar as propostas de campanha e os primeiros pronunciamentos de Bolsonaro e Zema é possível perceber que o enxugamento da máquina administrativa, corte de privilégios e regalias bem como a otimização dos serviços públicos prestados serão uma realidade. Em âmbito federal a diminuição de vinte e nove para dezesseis ministérios dá indícios e dita o tom de como será o governo nos próximos quatro anos. Em Minas, Zema promete ir a Brasília renegociar a dívida do estado prometendo economizar na casa dos cinco bilhões anuais com a renegociação. Livre de conchavos políticos, o novo governador quer que a contratação de seus futuros secretários se dê por uma agência de recursos humanos, especializada em contratações de executivos de alto rendimento. A principio nota-se que a política em Minas vai ganhando ar de profissionalismo, deixando amadorismo e os cabides de emprego de lado. Ponto para o novo governador.

 MORO NO GOVERNO

O Juiz Sergio Moro, que ganhou notoriedade nacional pela condução do processo da operação Lava Jato e que levou ao cárcere o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, admitiu que poderá participar do governo de Jair Bolsonaro, caso o convite seja realmente feito assumindo o Ministério da Justiça.  Outra possibilidade seria de que o Juiz fosse indicado a ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal, já que até 2021 os Ministros Celso de Mello e Marco Aurélio Mello terão efetivadas suas aposentadorias compulsórias.

 MINAS DEU O RECADO

Ainda em primeiro turno das eleições 2018, foi nítida a polarização da disputa entre Anastasia e Pimentel. O discurso pregado pelas duas lideranças notoriamente não agradou aos eleitores mineiros. Enquanto Pimentel tentava justificar que o estado de Minas se encontra quebrado em virtude das administrações tucanas, Anastasia tentava demonstrar a incapacidade do petista para administrar um estado em crise. Destoando do discurso dos então principais postulantes ao palácio da liberdade, Romeu Zema deu um verdadeiro show de votos ao final. O discurso de vitimização por parte de gestores públicos que não conseguem se planejar e muito menos sair de uma crise econômica tem se tornado comum nos últimos tempos. Pelo que se viu o resultado das ultimas eleições deixou bem claro o recado, aquele que não consegue administrar bem, mesmo em momentos de graves crises financeiras, pouco importa a justificativa, o bonde continuará andando e o baile será certo.

WELDER GERALDO GONTIJO é advogado e contador, especialista em Direito e Processo do Trabalho, articulista político, foi secretario municipal de Nova Serrana na gestão 2013/2016.

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