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Editorial

Questão de visão

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Na edição de ontem do Popular, foi divulgado a matéria apontando os dados do Caged que indicam que Nova Serrana perdeu o trono como cidade que mais gera empregos em Minas Gerais.

A notícia em si teve uma repercussão negativa nas redes sociais e devido a isso optamos por trazer nesse editorial alguns pontos de vista que não foram observados pelas pessoas que comentaram sobre a pauta.

Caro leitor, querer permanecer à frente de Belo Horizonte quanto a geração de empregos é no mínimo um julgo desigual. Estamos falando de uma cidade de mais de 2,5 milhões de habitantes, que têm incentivos e demandas de mercado que giram em torno de todos os setores produtivos e profissionais.

Uma capital tem por suas características econômicas que são infinitamente superiores as de uma cidade com população de 94 mil habitantes. As perspectivas e oportunidades de desenvolvimento são relevantemente maiores, porque na capital se tem o principal centro comercial do estado, assim setores como construção civil, comércio, prestação de serviços, aquecem constantemente o mercado.

Nova Serrana com seus pouco mais de 94 mil habitantes conta com uma indústria de transformação que é capaz de causar inveja em muitos grandes centros populacionais mineiros e nacionais, contudo querer permanecer à frente da capital e se perpetuar assim como maior geradora absoluta de empregos é um desejo utópico.

Sinceramente falando, o fato de ficarmos por três anos à frente não só de Belo Horizonte, mas de cidades como Juiz de Fora, Uberlândia, Uberaba, Ipatinga, Betim, Contagem já é um feito sim admirável.

Apesar de não sermos mais a maior geradora de empregos nestes dois primeiros meses do ano, somos ainda a maior do interior e sim estamos à frente de centros populacionais que são pelo menos cinco vezes maiores que nossa cidade, não somente populacionalmente, mas também em arrecadação, em qualidade de vida e ai incluímos saúde, segurança, educação e mais uma porção de coisas que são deficientes pelos lados de cá.

Se levarmos em consideração que nossos pouco mais de 2.300 postos de emprego gerados em 2018 em percentual populacional, ou seja, referente aos nossos 94 mil habitantes, são muito mais relevantes do que os pouco mais de 4 mil, gerados na capital com 2,5 milhões de habitantes ainda vamos perceber que sim somos os maiores geradores de emprego e não precisamos arrancar os cabelos por perder o 1° lugar no topo deste ranking.

Importante e preocupante, no entanto é compararmos o primeiro bimestre de 2018 com os anos de 2017, 2016 e 2015, isso porque ai sim tivemos uma redução quanto aos empregos gerados.

Se compararmos com 2017 tivemos quase 700 postos de empregos a menos sendo gerados na cidade e isso aponta que talvez nossa economia, intocável nos últimos anos, não vive o melhor de seus dias neste inicio de 2018.

Mas entenda, não estamos criando um alarde, ou falando que nossa cidade está à beira da decadência, mas aqui queremos chamar a atenção das autoridades, prefeito, secretários, empresários, gestores, que algo não está contundente, uma vez que nos últimos três anos vivemos uma crescente que sofreu uma queda brusca em 2018.

O problema não foi perder o primeiro lugar, o problema foi ter nossos números pessoais com queda quando se esperava um crescimento.

Assim esperamos o desenrolar do ano apontando que o sinal amarelo está aceso. Não acreditamos que estamos às margens de uma crise, mas pedimos as autoridades que olhem para isso com carinho, porque as doenças em sua maioria, não dizimam a vida de forma fulminante, elas deixam um rastro de pequenos sintomas que se não forem tratados causarão em um futuro talvez não tão distante um estrago que causará sim um relevante estrago para a nossa vida econômica.

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