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Editorial

Quem poderá nos socorrer?

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2018, ano de copa do mundo, carnaval, ano eleitoral, ano em que a farra poderá ser estendida para além das ruas, será estendida para o Congresso, para Brasília.

Em todos os estados brasileiros o cenário é o mesmo, muitos políticos com discursos semelhantes; muitos propondo o que não vão cumprir, e já que é ano de Copa do Mundo a velha disputa entre Cruzeiro e Atlético, Brasil e Argentina, se estendem para o campo político.

Uma militância ignorante dos dois lados defendem seus políticos de estimação como se fossem imunes aos crimes, ou como se os fins justificassem os meios.

Você rouba mas ajuda, essa é uma das justificativas dadas por aqueles que não tem mais argumentos para tentar livrar a cara do cara que se propôs a mudar o Brasil, a tornar um país de igualdade, e o que fez efetivamente foi nivelar e promover a igualdade da corrupção para todas as esferas política até mesmo internacional.

Há quem opte por justificar por exemplo o fato do BNDES investir centenas de milhões em países do mundo afora; eles precisam sim de apoio, mas a fome na África não foi tratada, não recebeu recursos. É inconcebível pensar que o nosso dinheiro foi gasto para hidroelétricas e estradas que foram construídas mundo afora.

Parece que por aqui tudo está bem, que temos infraestrutura de primeiro mundo, que nossas estradas estão 100% pavimentadas com materiais de alta qualidade, que nossas usinas estão produzindo e mantendo toda necessidade do país sobre controle.

E se você é um coxinha, não fique rindo desse texto, afinal, o diretor senador do seu time, tem um filho que tem um helicóptero que foi apreendido com quilos e mais quilos de cocaína.

Há quem diga que foi para consumo próprio, para aquele que queria ser presidente do Brasil, que tomou uma surra de Dilma, que perdeu dentro do seu Estado e que agora afirma pretender voltar para Minas com o rabo entre as pernas e tentar ressuscitar sua carreira política.

Em meio a essa zona temos Collor de volta. Ele quer ser presidente para acabar de destruir, ou melhor para completar o trabalho que começou a anos atrás, e enquanto essa lambança toda é formada, inclusive por participação de políticos de outras esferas, afinal teremos uma enxurrada de oportunistas querendo ganhar a vida sendo candidatos a uma cadeira no legislativo estadual, a população fica omissa querendo saber apenas se vai chover no carnaval, ou qual o horário dos jogos da Copa do Mundo para ter certeza que vai matar meio dia ou um dia inteiro de trabalho.

Nas TV’s temos pais beijando na boca de filhas, temos a artista que na verdade é o artista, temos valores sendo deturpados, e todos fingindo que tudo isso é nada além da normalidade.

Da forma como as coisas tem caminhado errado em pouco tempo será sinônimo de tentar ser honesto, de tentar ter valores formais, de optar por manter suas convicções, afinal o mundo tem mudado seu ponto de vista de forma tão ligeira que nem mais o delírio da terra plana faz sentido, e em breve não nos espantaremos se afirmarem que vivemos em um triângulo.

Aqui as coisas são tão ruins quanto por lá, afinal comprar telefone celular moderno para vereador que ganhar R$ 7 mil por mês é uma prática moral. Sim é moral baseado na ideia de que comprar bolo de bombom e torta holandesa, gastar uma fortuna dobrando quantidade de lanchinhos para aqueles que trabalham meio horário é justificável e partindo dai começamos a entender o porque que se uniram para derrubar o trabalho que vinha sendo feito na gestão passada, entendemos o porque que o “servidor” ficou tão feliz com eleição da nova gestão, afinal além de mamar na gata, agora vão comer com ela também.

Sinceramente não sabemos mais se adianta rezar, orar, ou pedir aos orixás. Ao olharmos para a farra que tem se tornado o nosso país, apenas podemos afirmar. “Quem poderá nos ajudar”?

Infelizmente o Colorado não virá fazer nada por nós. Deus está ocupado tentando concertar nossa falta de senso para se preocupar com política.

A palhaçada vem sendo feita em todos os âmbito nacionais. Ou melhor nos perdoem os palhaços, porque comparar o que tem sido feito no Brasil com essa classe trabalhadora, é ofender alguém que tenta fazer com que em meio a desgraça, tenhamos instantes de ilusão e alegria.

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