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Editorial

Quem avisa é amigo ou jornalista!

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Desde pequenos nós desta redação e com certeza você caro leitor, ouviu de seus pais, conhecidos, familiares ou amigos a expressão “quem avisa amigo é!”

Essas palavras fizeram parte de nossa infância quando nossos pais e aqueles que nos amam nos educavam e justamente por terem experiência de vida apontavam quais caminhos que teriam desfechos positivos e/ou negativos.

Claro que apenas avisar não é necessário, afinal o ser humano em meio a sua ignorante certeza, ou às margens de sua soberba por conhecimentos, necessita de um conhecimento empírico de causa para tirar suas próprias conclusões.

Assim mesmo, com aqueles que nos amam, nos apontando que determinadas circunstâncias trarão problemas, nós temos que quebrar a cara, errar e após sofrer as consequências passamos a ter uma conclusão mais experimentada, de que a retórica é verdadeira.

Com o passar dos anos nós como profissionais de comunicação criamos uma perspectiva mais aprimorada dos fatos que acontecem ao nosso redor, apontamos, questionamos, noticiamos e claro em diversos momentos, principalmente nos bastidores avisamos, porém por sermos críticos por natureza somos ignorados.

As pessoas que estão ao nosso redor, em plena maioria dos casos, entendem que os jornalistas gostam de falar mal, gostam de apontar problemas, gostam de ver o circo pegar fogo, e por isso não digerem da forma como deveriam nossas ponderações.

Vejam por exemplo alguns fatos que acontecem em nossa cidade e tenhamos tais acontecimentos como embasamento de nosso raciocínio.

A procrastinação é um pecado que acaba gerando consequências que são inevitáveis. Adiar uma dívida, adiar uma rescisão, adiar o choque de gestão, negar a crise, se sacrificar pela crise, são questões que devem ser feitas em seu tempo propício, mas por aqui não foi bem assim.

Desde 2017 nós deste Popular, noticiamos, criticamos, expomos que o Estado caminhava a passos largos para a falência e que tal crise chegaria à cidade. Alguns vereadores apontaram incansavelmente, nossos colunistas afirmaram que a máquina estava inchada, nós criticamos e cobramos a reforma administrativa.

Contudo somos apenas aqueles que colocam o dedo na ferida, isso é o que alguns bajuladores dizem por ai. Parte do alto escalão público do município até chega a afirmar que apontamos a crise para vender jornais.

Bom seria se estivéssemos errados, bom seria se fossemos sensacionalistas, bom seria se os servidores estivessem recebendo o salário em dia.

A crise se estende por todo o Estado e Nova Serrana de forma alguma ficaria fora desse cenário. Claro não atribuímos 100% de culpa ao prefeito, mas ressaltamos que ouvir o que se quer não é a melhor forma de administrar uma cidade, e de vez em quando, olhar para o jornalista como um amigo que quer ver as coisas caminhando de forma sadia e correta faz bem para a administração pública.

Muitos acreditavam que com uma varinha de condão ou como em uma mudança de chave de fase, as coisas se normalizariam em 2019. Nós, no entanto falamos que não seria bem assim. O atual governador tem boa vontade, tem um corpo técnico, só não tem manual de milagre e por ser gestor, empreendedor do setor privado, sabe que crise se combate de frente, com choque de gestão, o que desde 2017 cobramos por aqui.

A situação não é saudável, não é satisfatória, não é nem de longe a que desejamos, mas efetivamente é a que temos que enfrentar e para que isso aconteça da melhor forma possível ressaltamos que está na hora de se ouvir os críticos, aqueles que apontam os defeitos, aqueles que mesmo estando de fora da bolha do governo querem ver o desenvolvimento de nossa cidade.

Se nossas mães diziam que quem avisa amigo é, queremos lembrar a todos os políticos e gestores de nossa cidade, que os jornalistas são amigos, que este Popular é amigo, afinal, nossas criticas, considerações e matérias não são pessoais, são a exposição dos fatos, da percepção, da visão de quem quer noticiar coisas boas, mas tem o dever de apontar para a população as falhas que seriam evitadas se há tempos tivéssemos sido escutados com ouvidos menos parciais.

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