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Editorial

Que assim seja!

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Nos últimos dias o Governo Federal optou por intervir junto à condição de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Em uma ação que impôs a ocupação do exército junto à cidade do Rio de Janeiro, as forças militares passaram a ser vistas como um risco a condição de democracia que pode ser aplicada no estado.

A ocupação e a força do exército trouxe à tona páginas da história nacional que são temas de debate a algum tempo, e desde que a corrupção passou a ser algo tão evidente e presente no sistema político brasileiro a ditadura militar passou a assombrar àqueles que entendem que as forças militares são uma ameaça social.

Desde que a esquerda nacional passou a ter que lutar para manter sólida sua base que foi envolvida em processos de corrupção a ideia de uma ocupação militar no Brasil se tornou um assunto até mesmo defendido por milhares de pessoas que se cansaram de acreditar em um sistema político que envolve roubo de imoralidade em todas as esferas.

Em meio a esse contexto a esquerda que tem bases socialistas e anarquistas passam a ter o receio de novamente serem vitimas do autoritarismo militar, contudo essa é uma realidade que não deve ser vista como próxima pelo processo de ocupação do Rio de Janeiro.

O que está acontecendo no Rio caros leitores, é um socorro a uma sociedade que já perdeu a tempos a guerra contra a criminalidade, e se olharmos mais atentamente para o quadro de segurança pública nacional é mais do que necessário que algo efetivo seja feito.

Quando um trabalhador se torna refém em sua própria casa, quando um moleque de 14 anos, anda armado com fuzis entra em sua residência e violenta sua filha e esposa, e obriga você a assistir. Quando um pai de família é obrigado a derrubar o seu barraco, ou abandonar a sua casa porque o tráfico quer, é porque o direito do cidadão já foi violado de uma forma que sem uma intervenção drástica o quadro não será revertido.

Nas emissoras de TV vemos especialistas de uma esquerda burguesa, que apesar de defender um sistema social igualitário, vive em seus condomínios, com carros de luxo e cargos junto aos órgãos público com alto salário, criticando o procedimento, mas as critica são relacionadas a intervenção quanto a segurança ou ao risco de que a intervenção funcione e evidentemente sua vida confortável mamando nas tetas de do estado passem a ser comprometidos.

Ainda não vimos nas emissoras, nos telejornais, nos veículos de imprensa depoimentos de cidadãos que vinham sendo opressos pela falta de segurança, afirmando que a ocupação militar é um golpe.

Ainda não vimos uma vítima de violência promovida pela criminalidade do Rio de Janeiro pedindo para que os militares deixem o morro, deixem as ruas, deixem de ajudar.

Na verdade existe em ano político um frenesi quanto a possibilidade de um candidato com postura mais autoritária assumir a presidência da república e de repente se uma intervenção como essa surtir efeito, se as pessoas perceberem que o contexto evoluiu a esquerda, os lideres políticos corruptos, e até mesmo aqueles que estão envolvidos em órgãos como a Polícia Militar e praticam a corrupção passam a namorar com o risco de que esse posicionamento de protesto se solidifique nas urnas.

Quando olhamos para Nova Serrana por exemplo, as polícias Militar e civil vem de toda as formas se sacrificando para realizar o seu papel, dentro do que temos como condições os bravos policiais tem feito um trabalho exemplar, mas sejamos francos ainda é insuficiente para combater frente a frente com a criminalidade praticada.

Existe ainda caro leitor, o problema de que, a exemplo da educação e da saúde, a segurança se tornou um palanque político, e aqueles que não tem propostas, não tem conteúdo, que não tem condições técnicas de gerirem uma birosca e querem assumir um cargo público passam a correr o risco de que, essa que é uma das maiores lacunas sociais do Brasil sejam sanadas e seu apelo político passará a ser minimizado.

Para quem estudou a história, sabemos os crimes e os prejuízos de um sistema autoritário militar como a ditadura e acredite, essa não é nem de longe opção que entendemos ser ideal para o Brasil, mas quanto a questões de segurança, seria no mínimo  boçal afirmarmos que uma ocupação do exército em áreas de baixa segurança e altos índices de criminalidade não são plausíveis.

Nós como você caro leitor, queremos apenas mais segurança para que nossos filhos possam ir a escola sem serem abordados ou aliciados por traficantes, queremos que nossos filhos possam ir a uma lanchonete e voltar em segurança para casa, queremos poder chegar em casa e estacionar nossos carros sem sermos abordados por menores de posse de armas de fogo colocando a vida da nossa família em risco, e se para isso é necessário o uso das forças armadas, que assim seja.

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