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Editorial

Os filósofos não sabiam de nada.

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O fato é, o mundo não seria florido, o mundo não seria forte, o mundo não teria esperança e o mundo não teria graça sem as mulheres.

As mulheres, que outrora foram conhecidas como símbolo de fragilidade passaram a ocupar um lugar diferente na sociedade. Mas para entender os avanços (ainda insuficientes diga-se de passagem), é necessário olharmos para trás para a história e percebermos todo um contexto.

Nos tempo dos grandes filósofos na Grécia a mulher não ocupava posição de destaque junto aos pensadores. Não que ela não tivesse valor, mas ela não transitava em meio aos banquetes, no campo político, a ela era dada a despretensiosa função de educar os filhos.

Ora, ai temos um choque de percepção, afinal, quem educa não deve ser sábio ao ponto de formar o caráter, a índole e estimular o desenvolvimento como pessoa, e assim se os pensadores não pensavam nisso, para permitir que a beleza se fizesse presente entre o conhecimento, percebemos que eles não eram tão sábios assim.

A mulher cresceu deixou de ser dona de casa e passou a ocupar uma importante posição inclusive quanto ao processo de produção industrial, Taylor, Ford e de repente a mulher faz parte do sistema industrial, contudo sem direitos, sem as mesmas condições e respeito dos homens.

Um grupo de mulheres chegou a serem mortas incendiadas e a partir dai o mundo passou a olhar com outros olhos, ainda longe do adequado mas gradativamente a mulher vem mostrando sua força.

Sua força é tão intensa e representativa que apesar de toda a sua representatividade social elas por anos, suportam a dor de muitas vezes viverem com monstros dentro de suas próprias casas.

Agressões físicas, morais e verbais, abusos sexuais desde a infância, muitos desses crimes suportados em silencio, com uma estrutura emocional que chega a tornar o homem um ser insignificante, afinal a mulher por milhares de ano aprendeu a conviver com o fato de ser superior mas opressa pelo agressor que se impõe fisicamente para não ter que assumir ser inferior em praticamente tudo.

Maria da Penha, suportou isso durante anos, até quase ser morta pelo monstro que ela chamava de marido, que por anos abusou e agrediu, e apesar de ter tirado parte de sua capacidade de locomoção, deu a ela a coragem de ser alguém mesmo paralítica conseguiria voar e mostrar o real poder da mulher.

Os crimes sexuais, por exemplo, apenas mudaram de meio, e a exposição indevida vitima milhares de mulheres diariamente, e os homens, inferiores como ser, insistem em despir e expor a mulher pensando que assim expressam sua força ou poder.

Mal sabem eles que com as agressões o que é exposto é a sua fragilidade, sua pequenez, sua incapacidade de ser grande sem as mulheres.

Todo o emprenho, toda força, todo sofrimento e lágrimas que as mulheres diariamente enfrentam são traduzidas em novas conquistas. Ampliação de sua atuação no mercado, leis que as preservam contra a violência vivenciada em todas as esferas, inclusive a intensificação das penas, apontam que as mulheres estão no caminho não para serem reconhecidas, mas para serem respeitadas pela sociedade.

Alguns chegam ao erro de afirmar que por detrás de todo grande homem existe uma grande mulher, na verdade não existiria ao menos o homem se primeiramente não houvesse um grande mulher. A mulher não impulsiona o homem, ela o faz, ela constrói os melhores pensamentos e valores do que entendemos como sociedade.

De fato uma mulher, alimenta, cria, educa, ensina e forma uma grande família, já os homens, eles se limitam a admirar as Marias para que talvez assim possam aprender o que é administrar, governar, gerir, ou ter a capacidade para se tornam o líder de um lar que na verdade já tem uma grande rainha.

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