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Editorial

O Natal só virá em janeiro

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Nova Serrana se preparou, a exemplo do ano passado, para as festas do fim de ano.

Iluminação especial para incentivar o comércio e tornar as noites que outrora são conhecidas por serem perigosas e com diversos crimes, em noites atrativas e agradabilíssimas (como diz nosso amigo colunista) pelo menos aos olhos.

A cidade vem se organizando para que o comércio seja aquecido ainda que, com a chegada de dezembro, as indústrias dispensam seus funcionários e boa parte deles retornam para suas cidades de origem.

Cria-se então a expectativa de que com o acerto dos funcionários, com o 13º salário, somado ao recebimento referente a novembro, se tenha uma injeção de dinheiro no comércio que seria salutar e faria toda a diferença para o início de 2019 da economia local.

Dentro desta perspectiva se tinha a ideia de que, a exemplo de 2017, a prefeitura contribuiria para esse cenário, e não estamos falando quanto iluminar e enfeitar a cidade. Estamos falando quanto a injeção de dinheiro no mercado.

Os servidores esperavam um mês de dezembro, gordo, sadio, com os bolsos cheios como fora nos anos passados, porém, para aqueles servidores que acreditam em Papai Noel, neste natal o bom velhinho só virá em 2019.

Apesar de ele ter uma rede de lojas varejistas, até agora, o Papai Noel está com o saco vazio, e nas mãos daqueles que hoje trabalham em Nova Serrana e nas prefeituras da maior parte dos municípios mineiros, o sonho de que os pagamentos serão regularizados passa pela fé no cara que vem tentar colocar a casa em ordem.

O que poucos esperam, no entanto e deverá acontecer, é um processo feito pelo Papai Noel que irá doer na pele, afinal, a chaminé deve ser limpada, ou seja, tudo de excesso será tirado, e quando falamos assim estamos referindo a uma possibilidade de grandes cortes de servidores que já não recebem o salário de forma adequada e deverão estar na rua buscando trabalho já no inicio de 2019.

Para as administrações municipais, entendemos que o olhar deve estar aberto, atento a cada passo dado pelo cara que foi eleito por ser um administrador nato, e quem sabe assim os municípios aprendam a efetuar um verdadeiro choque de gestão.

Sem o compromisso político o Papai Noel vai agir sem a pressão de ter que agradar a partidos e legendas. Vai agir sem ter que cumprir compromissos e pagar dívidas de forma desesperada cometidas pelo gestor estadual.

Seria como se o Papai Noel resolvesse que é melhor adiar e planejar o natal de 2018 para o fim de 2019, e nesse período, os brinquedos e presentes que foram prometidos, simplesmente seriam cartinhas guardadas para serem contempladas um dia se possível.

Já as administrações municipais, por incrível que pareça, já estão deixando de serem vítimas desse fatídico e trágico Natal há tempos, afinal, ninguém além deles tinha em suas mãos a possibilidade de promover e gerir a crise como deveria realmente ser.

Em Nova Serrana como em outras cidades se criou um conselho interventor, que segundo dizem as palavras, mas não os decretos, já atuava há tempos, porem assim sendo, porque não acreditar efetivamente que mais cedo ou mais tarde a situação se tornaria insustentável diante de um quadro que vinha sendo alimentado de forma inadequada a tempos.

Avisamos, gritamos, cobramos por medidas onde a salubridade do caixa do município, bem como sua sustentabilidade fosse exposta. Mas quem somos nós diante dos grandes administradores que agora se veem próximos a infeliz notícia de que até o 13º poderá ser parcelado assim como o suado salário.

No mundo mágico do Papai Noel também existem, Lobo Mal e Bicho Papão, e pelo que se percebe, os monstros começam a assombrar o (in)feliz Natal de quem hoje não sabe se terá pernil, ou ovo frito, presente ou ausente em sua ceia de natal.

Vale ainda lembrar que esse pesadelo se instaura na frente daqueles que recebem um salário nada graúdo, ou seja, para os servidores que necessitam de cada centavo de um dinheiro que se não vier o Natal será a luz de velas, não pelo romantismo ou espiritualismo da coisa, mas por ter a constas de luz da suas casas cortadas pelos atrasos.

Para muitos que lerem esse editorial, talvez tenham no pensamento a ideia de que somos sensacionalistas em colocar essa questão em foco, porém, queremos lembrar que de gordo hoje na cidade, só temos o salário de alguns secretários e políticos que balbuciam preocupação, mas vão curtir com o Papai Noel, em praias e lugares bem distante da crise que pode ser instaurada por aqui.

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