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Editorial

O crucificado que não ressuscitará ao terceiro dia!

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Não caros leitores, não vamos nos omitir de deixar passar batido o maior acontecimento político na história do Brasil desde a implementação das eleições diretas e democráticas.

O maior nome da história da Política Brasileira moderna, o que consideramos pós década de 90, Luiz Inácio Lula da Silva, o pai dos pobres como o PT constantemente gosta de colocar, está preso e se tudo acontecer como diz a cartilha será pelo menos 12 anos vendo o sol nascer quadrado ou coisa semelhante.

Lula está preso, contudo sua postura e regalias para que isso acontecesse foi literalmente um show midiático, um teatro muito bem ensaiado com todos os tons e narrativas necessárias para um filme de sucesso.

Drama, apreensão, religiosidade, truculência e violência, um grande público e manipulação de sentidos e opiniões que reforçaram para o mundo o poder de um homem que teve a mais expressiva eleição popular na história do Brasil, depois teve seu nome manchado por ser o governo que prometeu mudar o rumo das coisas e assim o fez, a corrução se tornou mais evidente e intensificada.

Como toda grande história, como em todo grande filme não se sabe ao certo quem é o mocinho e quem é o bandido. Na verdade os bandidos nós sabemos quem são, só não sabemos se eles atuam pelo bem de quem além de si mesmo.

Lula foi carregado pelos braços da população após uma missa e um discurso inflamado que emocionou os presentes que aqui não chamamos de multidão, afinal chamar de multidão deveria ter pelo menos adesão popular e não uma obtusa militância partidária com quem a imprensa não conseguiu argumentar.

Não podemos negar que de fato os milhares presentes causaram estardalhaço, mas se lembrarmos como tudo começou, vamos capturar na história o primeiro presidente “operário” do Brasil subindo a rampa do planalto para tomar posse em meio a quase dois milhões de pessoas.

Ali sim houve multidão, ouve fé, ouve esperança de que as coisas mudariam. Engraçado que essa esperança não mais ocupa os pensamentos e positividade de grande parte da população brasileira. Aqueles que torciam para a prisão de Lula não acreditam veementemente que o líder do PT ficará preso, e aqueles que queriam a liberdade do ex-presidente não acreditam que a corrupção continuará a ser combatida.

Aplaudimos a prisão do ex-presidente e agora queremos que Aécio e tantos outros que promovem crimes políticos tomem o mesmo rumo.

Os direitos humanos ponderam que somente os crimes cometidos por pobres dão cadeia no Brasil, esse é um dos princípios pregados pelos direitos humanos, nós queremos que todos sejam presos, e se o ex-governador e senador não for reeleito, nossa torcida é que ele tome o mesmo rumo do ex-presidente, e quem sabe junto com Aécio, alguns de Nova Serrana que são íntimos do nariz de neves, também não tomam um rumo semelhante diante de todos os crimes políticos e administrativos que aparentemente foram cometidos por aqui.

Por fim Lula saiu por suas próprias pernas dando a todos os expectadores um tom de superioridade, gerando uma ideia de que, se eu não quiser nada por aqui acontece.

Diante disso imaginamos que Lula é sim um dos maiores homens do Brasil, talvez o homem público mais poderoso, o que tememos senhores é quem são os nomes que estão acima dele, afinal, alguém se impôs sobre o nosso “Supremo” e determinou o direcionamento dos ministros.

Se o todo poderoso Lula, que se entrega caminhando em meio a multidão como em uma cena de filme que é aclamada pela multidão se entrega mostrando sua superioridade vai parar na cadeia, imagina o poder que tem aqueles que o colocaram nessa situação.

Agora resta aos demais rezarem porque se tudo correr bem vamos ver muitos outros caindo como aconteceu com o ex-presidente. Esperamos que Aécio não se reeleja e seja o próximo, esperamos que os corruptos tenham o mesmo destino, esperamos que Lula seja o cristo crucificado que serviu de exemplo, mas não ressuscitará ao terceiro dia.

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