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Editorial

O Brasil não é para amadores

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Sim caro leitor, definitivamente vivemos em um pais que não é para amadores. Nosso pais é definitivamente um lugar onde podemos esperar de tudo, de todos, as melhores e piores perspectivas possíveis.

Quando olhamos para nossa história pensamos, que em uma linha evolutiva deveríamos estar progredindo, porém quando olhamos para os fatos que são diariamente noticiados temos a estranha sensação de que estamos na verdade de uma queda livre, em um poço profundo que representa o retrocesso.

Quando nosso jornalista Thiago Monteiro tinha 4 anos de idade, seus pais ligavam a televisão e ele via pelas multidões pelas ruas, com as caras pintadas, e por volta de 1989 ele achava que vivia em um pais de heróis, de pessoas que brigavam por seus sonhos.

Tolo ele era, não sabia que grande parte daquela multidão estava ali de forma alienada, não sabia que a maioria daquelas pessoas tinham na cara pintada um sentimento semelhante ao de carnaval e movido por um desejo da mídia respondiam a um canto que entoava “ Diretas Já”.

Aquelas diretas solicitadas culminaram em eleições populares, culminava em Collor sendo eleito e pouco depois novamente as ruas estavam cheias e busca de um impeachment, o primeiro de uma democracia, de uma história de um povo que tem voz e vez.

Mas como nosso país não é para amadores, em um golpe contra a democracia, apoiado por políticos tão inescrupuloso quanto qualquer criminoso que já viveu em solo brasileiro, Fernando Collor de Melo, saiu pela tangente sem que todos soubessem que na verdade ele tiraria umas férias para curtir o dinheiro das economias que roubou do brasileiro.

O pai do nosso jornalista, um homem simples, pedreiro, afirmava que nunca mais esse “safado” voltaria ao governo. Mas esse senhor estava enganado. Vivemos em um pais de profissionais, e se o que temos de melhor e pior é o brasileiro, acredite Collor voltou.

Primeiro ao senado e agora já anunciou, pretende voltar a ser presidente da republica. Não é piada caros leitores, não é uma piada como o fato do palhaço, ou do cantor de forró serem dois dos deputados mais votados do pais.

Nesta selva chamada Brasil apenas os profissionais saem ganhando. Ao povo resta se adaptar, se acostumar as migalhas lançadas e sobreviver de forma rústica e brava como deve ser a gente brasileira.

Quando pensamos no entanto que outros nomes tão ruins quanto estão no pairo com Collor percebemos que realmente a solução é algo difícil de se esperar.

Lula, Bolsonaro, Doria, Luciano Huck, Dr. Robert Rey, melhor seria votar no palhaço para a presidência. E em meio a toda essa confusão e desordem as brigas e debates são frágeis, fúteis e sem profundidade.

Nesse cenários advogados e empresários aproveitadores se beneficiam da simplicidade e fragilidade da população, que necessita de apoio e não tem com quem contar, e em um país que não é para amadores, os iletrados da promiscuidade chamada política e oportunismo tem sua opinião comprada por um vídeo gravado e postado mostrando uma situação pela qual evidentemente será efetivamente feito.

Todos falam bonito, afinal Collor é um bom exemplo disso. Conhecimento, filosofia, debates inerentes e sem fim. Estes não vencem por conhecimento mas por cansaço e em um pais onde os profissionais políticos se aproveitam da ingenuidade, o correto ou desejado é que secretários e funcionários que deveriam gastar os salários que nós pagamos para prestar e serviço a população, fique de falácias em rede social discutindo quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha, afinal os novos doutores tem resposta para tudo.

O senhor Aécio pai de nosso jornalista, ao ser indagado sobre Collor afirmou que melhor seria voltar ao regime militar, afinal, naquela época sabia-se exatamente quem eram os agressores.

A sabedoria do pedreiro é trazida a tona e não nos entenda mal, não queremos a volta do regime militar, queremos e desejamos que essa politicagem chegue ao fim, pelos lados de lá e pelos lados de cá.

O problema é que cada vez mais estamos iletrados, incapacitados, afinal enquanto tentamos mudar o pais sendo em maioria honestos e trabalhadores, nossos colegas que já se candidatam para deputados, a exemplo de Collor, já decoram seu discurso e traçam  plano para serem ainda mais profissionais na corrupção a partir de 2018.

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