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Novo e velhos costumes!

Léo Junqueira

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Tenho acompanhado o nascimento de tantos novos partidos, que me perco em tantas maravilhas salvadoras para a política no nosso país. Palavra de ordem (ou desordem) vem com a chancela do liberalismo.

Acho bacana que alguns candidatos abracem realmente esta bandeira, não apenas no tocante aos aspectos da economia, mas que levantem alto o liberalismo no campo dos costumes.

Alguns dos simpatizantes do NOVO estão criticando a imprensa por não citarem em seus editoriais o nome do pré-candidato João Amoêdo. Particularmente acho esse nome complicado de falar, além de desconhecido de um enorme eleitorado que pode confundir com um tipo de licor muito saboroso e caro.

Sou simpático ao nascimento do novo partido NOVO. Tenho notado o entusiasmo que suas pregações causam principalmente entre os “liberais festivos”, assim como o PT foi para a “esquerda festiva” nos anos 80.

Tenho medo, que o NOVO não satisfaça minhas expectativas quanto a apresentar candidatos competitivos pela postura, posicionamento, conteúdo e visão do momento político que vivemos em todo o país.

Aqui em Nova Serrana não é diferente e aqueles que propagam o NOVO usam velhos meios e costumes, como trazerem a público conceitos publicados em literaturas repletas de “achismos”. Sem querer desmerecer ninguém é evidente que o NOVO é um partido nanico, mas poderia estar abraçando algumas pautas mais sociais e progressistas, como legalização do aborto e das drogas.

Ao não debater estas matérias o NOVO fica tão velho quanto seus antecessores. Discursos “by the book” não vão convencer o eleitorado até porque o partido é tão liberal que deixa que cada filiado se posicione da maneira que preferir.

Se isso acontecer com seus pré-candidatos podemos ter um “novo estilo de torre de Babel” na política e nossa cidade não vai ganhar nada com isso. Depois de alguns anos acompanhando a política através de estratégias de comunicação chego a concordar com a decisão de não mexer em assuntos como aborto, liberação de drogas entre outras picuinhas sociais, porque afinal ninguém quer fazer algo que tire votos dos candidatos do NOVO.

O que incomoda é ver que o liberalismo do NOVO tende a usar a bandeira da economia como algo sublime deixando aspectos morais e éticos onde realmente o liberalismo faz falta. Ou talvez esta “novidade” fique para novas propostas que não sejam tão novas e ousadas. Quem sabe, nem sempre o novo é o melhor!

LEONARDO VELOSO JUNQUEIRA é daqueles publicitários da época romântica, quando a comunicação ainda era feita com base no talento criativo. Foi sócio fundador da Insight Comunicação durante 22 anos prestando serviços de comunicação e marketing a grandes empresas, como Pastifício Santa Amália, Riclan (fabricante do Pircóptero e drops Freegell’s), Cera Inglesa, Calçados Jacob (Kildere), Café Brasil, Balas Santa Rita entre outras grandes empresas que fizeram histórias de sucesso. Trabalhou em grandes agências de publicidade em Minas e na área política, como publicitário, assessorou as prefeituras de Uberlândia, Varginha e Divinópolis além de desenvolver e coordenar inúmeras campanhas políticas, das quais destacamos a eleição de Zaire Rezende (Uberlândia), Maurinho Teixeira (Varginha), Paulo Tadeu (Poços de Caldas), Galileu Teixeira (Divinópolis), Paulo César (Nova Serrana), Toninho André (São Gonçalo do Pará) além de vários deputados estaduais e federais. Léo Junqueira é consultor de marketing, compositor, violeiro, escritor e colunista do Jornal O Popular

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