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Economia

Novas regras para o cheque especial

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As instituições financeiras passarão a oferecer uma opção de crédito mais barata ao consumidor que gastar mais que 15% do limite de sua conta corrente por ao menos 30 dias seguidos. Além disso, deverão avisar quando o cliente ultrapassar o limite de sua conta.

A razão é que, desde a última semana, começaram a valer novas regras para o cheque especial, cujo objetivo é reduzir os juros dessa, que é, atualmente, a modalidade de crédito mais cara do sistema financeiro do país, com juros médios de 311,9% ao ano.

Para efeito de comparação, a taxa média de juros no crédito livre, que deve ser o principal produto a substituir o limite da conta que entrou no cheque especial, ficou em 39,2% ao ano em maio, conforme levantamento do Banco Central que considerou todas as modalidades.

Dessa forma, uma dívida de R$ 1.000, contraída no cheque especial, sobe para R$ 4.119,11 depois de 12 meses. Com a migração para um modelo de crédito pessoal, que não utilize recursos da poupança e do BNDES, essa dívida, após o mesmo período, ficaria em R$ 1.392,07, de acordo com cálculos da economista e planejadora financeira Paula Sauer, da instituição Planejar.

Caixa Econômica Federal, Santander e Banco do Brasil informam que não lançarão linhas específicas de crédito para substituir o cheque especial. Esses bancos vão trabalhar com as opções que já são ofertadas hoje, e a taxa a ser cobrada vai depender do relacionamento que o correntista tiver com a instituição e do seu perfil e histórico de crédito.

Bradesco e Itaú ainda não se pronunciaram sobre as mudanças. Segundo especialistas em finanças pessoais, a tendência é que as opções oferecidas pelos bancos sejam mais vantajosas para o cliente do que permanecer no uso do limite. As ofertas chegarão por contato telefônico, mensagem de SMS ou e-mail.

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