Venda de antibióticos está proibida, mas algumas farmácias insistem em vender sem receita médica

(25/03/11 - 08:31)

Venda de antibióticos está proibida, mas algumas farmácias insistem em vender sem receita médica

* Valter Junior
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Desde 28 de novembro de 2010 está proibida a venda de antibióticos sem receita médica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária anunciou a nova regra e deu prazo de um mês para as farmácias se adaptarem.
 
A resolução nº 44/2010 pretende mudar um mau hábito do brasileiro que ao menor sinal de dor corre pra farmácia e toma um remédio por conta própria. Agora os antibióticos só poderão ser vendidos sob prescrição médica em duas vias. Uma fica com o balconista e as informações vão para um cadastro nacional e a outra é devolvida ao paciente, com um carimbo comprovando que já foi usada.
 
O uso desregrado de antibióticos causa danos à saúde e deixa as bactérias mais resistentes ao tratamento. Muitas pessoas tomam antibióticos inadequados, doses erradas em intervalo não regulares e por um tempo também incorreto. O resultado disso é um tratamento inadequado e evolução do caso pra um processo muito mais grave.
 
Até o momento, não havia regulamentação sobre a venda de antibióticos. As embalagens têm um alerta em tarja vermelha dizendo: Venda sob prescrição médica. Entretanto, as farmácias podiam vender para quem não levava receita.
 
Na receita para compra de antibiótico o médico agora deverá informar o nome do medicamento, a forma do medicamento (comprimido, cápsula, drágea, suspensão oral, pomada, creme etc), a quantidade de caixas ou dias de tratamento, a dose do antibiótico a ser utilizada (dose diária, semanal ou dose única), a concentração do medicamento, nome e CRM completo do médico, nome completo do paciente e data da receita.
 
Recomenda-se que a segunda via da receita fique em poder do paciente até o termino do tratamento. A receita tem validade de 10 dias após a data da emissão. O medicamento poderá ser comprado por outra pessoa desde que essa leve a receita junto com o documento de identidade do paciente.
 
A resolução divide as opiniões. Para muitas pessoas a obrigação da receita médica vai ser prejudicial já que a maioria da população não tem condições de pagar uma consulta médica toda vez que sentir alguma dor. Por outro lado a medida vai ajudar a diminuir a automedicação e uma possível evolução das bactérias.
 
A procura nos postos de saúde também deve aumentar à procura de uma consulta médica sem custos. Chegou à nossa redação denuncia de que algumas farmácias de Nova Serrana continua vendendo tias medicamentos sem receita. O responsável técnico do estabelecimento que vender os medicamentos sem receita pode ser penalizado e ter as portas do estabelecimento lacradas.

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