Cabeça de adolescente decapitado é encontrada

(17/06/10 - 19:47)

Cabeça de adolescente decapitado é encontrada

Crimes envolvendo menores em Nova Serrana preocupam autoridades
 
Na quarta-feira (16) por volta das 14h um funcionário de uma draga instalada na antiga Praia do João Ramos, às margens do rio Pará viu um objeto boiando no rio e quando se aproximou percebeu que se tratava de uma cabeça de ser humano. Ele levou-a até a beira do rio e chamou a polícia.
 
Tudo indica que a cabeça encontrada pertence ao corpo encontrado decapitado e sem as mãos na sexta-feira (11) no bairro Morado do Sol. O perito Eric Alves compareceu ao local onde a cabeça foi encontrada e após os trabalhos de perícia liberou a parte do corpo para o serviço funerário.
 
A cabeça não apresentava sinais graves de lesões, apenas duas perfurações próximas a orelha esquerda. Novas análises e exames serão feitos para saber se a cabeça pertence ao corpo encontrado na última sexta-feira.
 
O crime que aconteceu no dia 11 e chocou Nova Serrana, um jovem encontrado sem as mãos e sem a cabeça, é um indício de que a violência envolvendo menores precisa ser pensada com urgência, já que está se tornando rotina.
 
Nova Serrana sofre com a falta de um centro sócio-educativo para a reclusão de menores autores de atos infracionais. "Os menores que cometem qualquer tipo de crime aqui são levados para a delegacia, se o ato for hediondo, ele fica por mais ou menos cinco dias esperando uma vaga em um centro sócio-educativo em alguma outra cidade, no caso de Nova Serrana, em Divinópolis, mas como o centro de Divinópolis também está lotado a maioria deles é liberada", afirma o Delegado de Polícia de Nova Serrana Édson Senna.
 
O caso do Jovem decapitado ainda está sob investigação e muita coisa ainda precisa ser apurada. De acordo com Senna, a mãe do menor reconheceu o corpo do filho, mas a polícia só vai se posicionar quanto a identidade da vítima após um exame de DNA.
 
Em uma casa próxima ao local onde foi encontrado o corpo decapitado foram encontrados alguns vestígios que indicam que o corpo da vítima esteve no local. Foi encontrado um balde com cobertores sujos de sangue, uma mesa com um tubo de caneta em cima, o que indica o uso de drogas, bitucas de cigarros, que foram levadas para um possível exame de DNA para saber quem estava no local.
 
O que intriga a polícia é a pouca quantidade de sangue no local, o que indica que o homicídio não foi efetuado no lugar, já que o corte do pescoço e dos pulsos ocorreria numa grande quantidade de sangue espalhado. O delegado Rodrigo Noronha, que está à frente do caso, disse que espera o resultado de DNA do sangue coletado na casa, no corpo da vitima e da mulher que afirmou ser mãe do menor, para juntar as peças do quebra-cabeça.
 
A polícia ainda aguarda o resultado da perícia para saber se o assassinato foi cometido no local onde o corpo foi encontrado, ou se foi em outro e o corpo jogado lá; o tipo de material usado para o corte das mãos e da cabeça e se a vítima foi esquartejada morta ou ainda com vida.
 
Um suspeito do crime está foragido, mas para a Polícia Civil, pela gravidade, o crime foi cometido por mais de uma pessoa. Há suspeita também de uma mulher envolvida no crime. A polícia agora está ouvindo alguns familiares e amigos na tentativa de chegar aos autores. O delegado Noronha disse que "é melhor ir devagar com o caso e chegar aos verdadeiros autores que tentar resolver às pressas e cometer uma injustiça".
 
Mais uma vez a pauta do Jornal O Popular serviu de referência para que o tema virasse assunto de reportagem estadual. As matérias sobre a situação dos menores infratores foi matéria no jornal Hoje em Dia, e o caso do menor decapitado foi ao ar pela TV Alterosa, com fotos exclusivas de nossa equipe.
 
A violência e os crimes hediondos envolvendo menores preocupam as autoridades em Nova Serrana. Na última segunda-feira (14) durante um patrulhamento pelo Bairro Industrial, policiais militares apreenderam em flagrante um menor de 14 anos, portando 14 pedras de crack, duas buchas de maconha, R$180,00 em dinheiro e um celular.
 
Na presença das testemunhas o menor afirmou que a droga era sua e que vendia cada pedra e cada bucha por R$10,00. Diante dos fatos o menor foi encaminhado a Delegacia de Policia e autuado em flagrante por ato infracional de tráfico de drogas. Mas por falta de um local adequado para enviá-lo, ele possivelmente será liberado.
 
De acordo com o Juiz Christiano de Oliveira, responsável pela vara de infância e juventude de Nova Serrana, há um projeto para a criação de um centro sócio-educativo em Nova Serrana na antiga cadeia da cidade (matéria publicada no Jornal O Popular na edição 263).
 
Para o delegado Senna os jovens e adolescentes de Nova Serrana precisam de uma atenção especial, os crimes envolvendo menores estão se tornando banais. "Não podemos achar normal alguém arrancar as mãos e a cabeça de um jovem. Os menores daqui precisam ser trabalhados na base, na família, na educação. No caso do jovem decapitado, ele abandonou a família aos 11 anos, tinha envolvimento com o tráfico de drogas, o pai morreu antes de seu filho nascer e a mãe teve pouco contato com o filho nos últimos quatro anos.
 
Um paradoxo nessa situação é que falta em várias cidades de Minas Gerais varas criminais e promotores, o que dificulta o julgamento de crimes e acumula processos, entretanto o Ministério Público do estado abriu concurso para 50 vagas de promotor de Justiça substituto com salário de R$20.000,00.
 

No estado faltam mais de 50 promotores, por que então abrir concurso para apenas 50 vagas? E qual o advogado que não se interessa com um salário de 20 mil reais? Enquanto o estado fica na morosidade nossos jovens são mortos como em filmes de terror.

Abaixo algumas fotos tiradas no local.

ATENÇÃO: CENAS FORTES!

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É recomendável que apenas maiores de 18 anos, visualizem as imagens desta matéria. Pessoas que não suportam emoções fortes, também não recomenda-se a visualização.

O Conteúdo das imagens é considerado de terror e realidade Marcante.

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As fotografias abaixo somente mostram o trágico acontecimento, tratando-se da verdade dos fatos.

 

O Jornal O Popular não se excede no direito de informar, e que as imagens somente servem à ilustração da realidade, pois visam, tão somente, dar conta da violência em Nova Serrana.


Não há por que imputar qualquer tipo de culpa ao jornal pelas impressões que as cenas publicadas possam causar nos internautas, por retratarem a verdade, “nua e crua”, do que ocorre em Nova Serrana, onde os índices de criminalidade são altos.

 

Nenhum jornal deste País deixaria de registrar cena como estas; não para envolvê-la em sensacionalismo, mas para alertar a população do que os espera se não agirem com a necessária prudência e cobrarem das autoridades competentes maior rigor no cumprimento das leis.

Galeria de Imagens

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