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Editorial

Não estamos mal intencionados!

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Uma das coisas que todo veículo de imprensa deve ter é manter a isenção. Apesar de difícil porque estamos inseridos em um contexto social e nos tornamos contaminados por sentimentos, por opiniões e situações em que nos tornamos mais do que espectadores, por sermos agentes de transmissão dessas informações.

A autonomia e a neutralidade que é pregada pela antropologia hoje são entendidas como quase utópica uma vez que a própria presença desse dever de observar e transmitir no próprio coração da relação alcança uma intersubjetividade, ou seja, por si mostra a impossibilidade de se pensar um existir que seja eticamente neutro.

Contudo tentamos principalmente durante todo o último ano e esperamos perpetuar em nossa linha de trabalho o fato de não termos políticos de estimação.

Ao contrário de “colegas”, pseudos jornalistas, bajuladores que aparecem esporadicamente para mamar patrocínio nas tetas das verbas públicas, e ai entendemos o porquê que repentinamente surgiu interesse de determinados profissionais em cobrir fatos políticos, afinal a licitação da prefeitura aconteceu e a da Câmara está a caminho, este Popular está presente para manter sua filosofia e forma de trabalho.

Como exemplo, recebemos recentemente de um vereador o questionamento sobre um equívoco publicado neste jornal da última semana. Em meio ao questionamento, o nobre afirmou que não sabia se tínhamos errado ou se estávamos mal intencionados.

Para começar é triste ouvir da boca de alguém que deveria imprimir sua neutralidade em busca do interesse público um termo como esse. Mas diante disso queremos aqui apenas lembrar ao vereador que em episódios passados, ou melhor, quando projetos propostos por ele e suas indagações, muitas relacionadas ao meio ambiente foram colocadas na câmara e nenhum outro veículo deu a mínima para sua atuação, nós, o que estavam mal intencionados, divulgamos e enaltecemos a tal atuação.

A diferença caro leitor, que muitos dos nossos agentes políticos ainda não entenderam é que nós falamos, cobrimos e até somos sim políticos, contudo não somos partidários. Não temos que pedir benção a nenhum político, partido ou interesse. Se até agora muitos não perceberam isso ainda, essa tem sido nossa linha já há algum tempo.

A exemplo, nas últimas duas edições, ressaltamos o trabalho feito pela gestão municipal referente à saúde, contudo, criticamos nessa edição o fato de que o salário do prefeito contabilize cifras tão expressivas em tempos de recessão econômica.

Não estamos aqui para afagar o ego de ninguém, não estamos aqui para passar a mão no político de estimação, não estamos aqui para prejudicar ou beneficiar nenhum político dessa cidade.

Em nossa redação temos atritos, debates e discussões por temos visões políticas diferentes e justamente por termos essa abertura e capacidade de leitura distinta é que nos mantemos sendo coesos e convictos de que nossas matérias cumprem com o objetivo de informar, tratado no jornalismo e mais, cumprimos com a chamada democracia ao discutirmos e publicarmos o que entendermos ser correto diante de nossas convicções, objetivos e principalmente responsabilidade.

Entendemos que em meio a posicionamentos medíocres e limitados de “jornalistas” que andam por ai falando para Deus e o mundo que não gostam de ler, que esperam por releases para fazer seu material de capa, ou que preferem estarem presentes para tirarem fotos com os políticos famosinhos da região, fica difícil para os “políticos” de Nova Serrana entender nosso posicionamento e trabalho.

Mas sendo assim caros leitores, falamos diretamente a você e a quem quiser entender que não estamos “mal intencionados”, não estamos aqui para brincar de imprensa, não estamos aqui para sermos pseudos profissionais e declarados oportunistas.

Estamos aqui para ser o Popular, e em meio a erros e acertos seguimos fazendo nosso papel, sem preocupar com o agrado de gregos ou troianos, cumprindo diariamente (somos os únicos inclusive) nossa missão como meio de comunicação.

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