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Editorial

Não basta falar tem que mostrar a cara!

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Nós deste Popular temos a missão como veículo de comunicação e informação de transmitir e levar a cada cidadão as denúncias das mazelas encontradas em nossa cidade, estado e país.

Temos como obrigação expor as feridas e promover para a sociedade a condição de obter um conhecimento plausível e fidedigno de todos os problemas e virtudes que são vivenciados na cidade e que não são acessíveis para muitos.

Como veículo de comunicação carregamos a responsabilidade e entendimento de que tudo que colocamos em nossas páginas se torna uma informação com maior credibilidade do que os meios sociais que hoje são ampliados pela evolução tecnológica.

Nos últimos dias, no entanto temos recebido de diversos lados diferentes “denúncias” de irregularidades encontradas em diversos setores do município. A última delas chegou por um aplicativo de rede social, onde um áudio e duas imagens apontavam que em Nova Serrana o atendimento odontológico está parado por falta de luvas e equipamentos básicos que deveriam estar disponíveis para o trabalho dos profissionais.

Segundo o áudio faltam luvas, agulhas e outros utensílios que seriam primordiais no atendimento e para tapar o sol com a peneira, a secretaria ou os profissionais estariam remarcando os atendimentos afirmando que uma máquina estaria com defeito.

Até ai tudo bem, podermos sim averiguar a situação, contudo caro leitor e cidadão, vocês devem entender que para um meio de comunicação o processo se torna inviável e incompleto pelo simples fato de que não há um denunciante.

Se levássemos o caso até a Secretaria Municipal de Saúde, como aconteceu em momentos anteriores, seriamos atendidos, e acreditamos que os responsáveis trariam a verdade sobre o processo, mas de qualquer forma, o fato de não ter quem assuma a denúncia, que coloque a cara a tapa, torna a denúncia em boatos que tem em sua maioria cunho político.

No material divulgado de forma infeliz o denunciante que não se identifica, inclusive rabiscou o comprovante de marcação do atendimento odontológico, para esconder sua identidade, afirmou que os ex-prefeitos nunca passaram por situação semelhante, e que seus gabinetes estavam sempre abertos à população.

Temos informações de que as coisas não eram bem assim, nós mesmos deste Popular, necessitávamos de agendar previamente qualquer atendimento porque senão bateríamos com a porta na cara.

Mas a questão é que uma dívida de R$7 milhões do Estado para com o município não foi acumulada em um ano, e sim os problemas já eram vivenciados anteriormente, afinal, encontramos inúmeras falhas quanto a saúde em momentos anteriores, uma UTI sem hospital de suporte, um pseudo-hospital no Planalto, e um Pronto Socorro que vivia sendo denunciado fazem parte das gestões anteriores.

Temos ainda uma divida e problemas administrativos de uma fundação hospitalar que era subsidiada por duas gestões que contabilizou somente R$ 21 milhões de dividas.

O problema é que quando não se dá nomes aos bois, a denúncia, ainda mais com viés de comparação com outros gestores, se tornam fofocas e intrigas políticas e por mais que sejam verídicas perdem o impacto que devem ter na sociedade.

Sem um denunciante identificado, temos que ouvir e apenas acreditar no que o denunciado se propõe a dizer, suas explicações se tornam verdades e nós passamos a ter dificuldade até mesmo de bancar a denúncia, quando necessário discordar, indagar ou exigir maiores explicações.

Assim caro leitor, finalizamos pedindo a cooperação e compreensão da população, no sentido de que não basta falar ou divulgar um boato, é necessário estar disposto a colocar a cara a bater e assim nos ajudar a denunciar, expor e principalmente tornar nossa cidade um lugar melhor.

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