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Editorial

Míseros para os engravatados

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Em Nova Serrana foi aprovado na reunião ordinária desta terça-feira, o reajuste salarial dos servidores do executivo municipal.

A pauta encaminhada pelo Prefeito de Nova Serrana para a Câmara Municipal prevê um reajuste de 2,07% para os servidores e 6,8% para profissionais de determinados cargos da educação.

O reajuste que será pago retroativo aos proventos recebidos pelo mês trabalhado de dezembro de 2017, é um fator previsto na Constituição Federal e a exemplo de todos os trabalhadores deve ser pago.

Bom, ai entramos em uma questão de análise que pode ser mais do que simplista e não colocamos em pauta fatores de mérito, mas de dever.

O fato é que os míseros 2,07% que serão pagos aos servidores devem ser aplicados também ao prefeito e seus secretários. Os míseros 2,07% devem ser pagos para servidores como procurador do legislativo e os vereadores que contabilizam altos salários.

2,07% dos mais de R$ 21 mil recebidos pelo atual prefeito representam algo em torno de R$ 440 reais não são nada. Porém quando somados temos um valor relevante para o município, não pelo reajuste em si mas pela despesa da folha de pagamento.

Relevante quando percebemos que o prefeito junto com seu secretariado, apenas estes (o prefeito mais seus 16 secretários) geram uma despesa mensal de R$ R$ 114.633,36. Com o acréscimo de 2,07%, o valor pago passará para R$ 117.006,27, que somados nos 12 meses mais 13º geram um gasto superior a R$ 1,5 milhão.

Analisando o salário do secretariado e do prefeito pensamos, seria mesmo necessário o reajuste para eles?

Você caro leitor, deve estar afirmando, é muito pouco, o reajuste vai proporcionar algo em torno de R$2.300,00, sim e justamente por ser um valor irrisório que devemos analisar se deveria ser aplicado.

Em conversa com o secretário da pasta de cultura, que se fez presente na Câmara não pelo projeto da revisão salarial, o qual o secretário nem ao menos tinha conhecimento, mas pela votação da pauta que nomeou a Arena do Calçado com o nome do saudoso Saborella, o secretário pontuou em um comentário simples e rápido a nossa visão sobre o assunto.

Jonathas Wagner afirmou, porque esse projeto não deixa de dar reajuste para cargos que não necessariamente necessitam e esse valor não é repassado para os servidores da educação. De forma simplista o secretário afirmou “devia era dar tudo para a educação”.

Bom, tudo para a educação, ou tudo para os servidores que realmente trabalham e tem seus proventos em valores significativamente baixo, afinal ser um monitor escolar e ganhar R$ 1.114,00 por mês é algo próximo do ridículo, quando pensamos que parte da educação de nossos filhos, de nosso futuro é remunerada de forma tão mísera.

O executivo tem uma folha inchada, mas em breve o projeto do legislativo também virá a tona e apesar de serem míseros 2,07% (pelo que esperamos), o valor será muito bem aceito pelos que ali trabalham, ou pelo menos ocupam suas cadeiras.

De fato o reajuste é constitucional, mas se olharmos por mérito, gostaríamos mesmo é de ver salários cortados.

Por mérito fica difícil de entender o porque o secretário de obras tem o menor salário entre os secretários da casa, por mérito fica difícil de entender o porque que tanta gente improdutiva ou que nem se conhece realmente a cara vai ser beneficiada pelo reajuste.

Por mérito fica claro que quando se engorda o engravatado tudo se torna moral e adequado, e quando assim acontece, buscar um jeitinho de cortar sua gordura e beneficiar o outro é apenas discurso de palanque que se ouve apenas de 4 em 4 anos.

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