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Lula, amado por uns, odiado por outros!

Luciano Augusto

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Lembro-me muito bem da eleição que elegeu o ex-presidente Lula, presidente da republica, na época eu tinha um professor de história Agnaldo e ele era um defensor nato da candidatura de Lula. A vitória de Lula representava naquele momento uma grande aspiração social, uma vitória de classe, assim podemos dizer.

No primeiro mandato o primeiro grande escândalo de seu governo o mensalão, fez com que um dos grandes líderes do partido José Dirceu, caísse. Dirceu, diferente de Palloci, caiu sozinho não tentou levar ninguém consigo.

O mensalão quase atrapalhou os planos de sua reeleição, mas era aquela história o Presidente não obtinha nenhum conhecimento sobre esses fatos, e o eleitorado deu mais uma oportunidade a Lula.

Na verdade o governo petista fez uma política do continuísmo, em relação ao que havia sido implantando por Fernando Henrique Cardoso, no que tange a economia, a busca pelo fortalecimento e valorização do nosso real, Lula tinha o auxilio do atual homem forte da economia de Temer, Henrique Meirelles, que falem o que quiser, mas o homem é competente, digo: Meirelles, um extraordinário economista.

Findo o governo Lula, Dilma era a escolhida e por que Dilma? Era a onda feminina na política, principalmente na América do Sul, Michele Bachellet no Chile, Cristina Christner na Argentina e no Brasil a escolhida Dilma, era a pessoa de confiança do ex-presidente para substituí-lo.

Dilma, enfrentou as maiores turbulências que até então Lula, não havia sofrido, estava iniciando no país uma grave recessão econômica, motivada por uma série de políticas, ações equivocadas, que em outra oportunidade abordaremos.

A reeleição de Dilma foi um segundo turno difícil com o concorrente Aécio Neves, após a vitória da Presidente Dilma, não é nem preciso discorrer sobre o que aconteceu com ela, impeachment, etc.

Na minha ótica, faltou ao governo da Presidente Dilma dialogo, não apenas com o congresso nacional, mas com toda sociedade, ai vem a pergunta havia possibilidade de dialogo, tendo em vista o impeachment?

Creio que sim, a balança do impeachment, pesou para o lado da ex-presidente Dilma, por causa de dissidentes do MDB, entre eles o algoz Eduardo Cunha, não que o Governo da ex-presidente deveria negociar algo com o Cunha, que se encontra preso, mas com uma boa parte do MDB, que se sentia carente, leia-se: emendas, acordos, é o que fez com o que o Temer superaram dois pedidos de impeachment, ou alguém acredita que os deputados votaram para afastar a denúncia, por que analisaram o caso e enxergaram que nesse momento não era justo, afastar o Presidente.

Retornando ao assunto Lula, no último sábado o mesmo se entregou para a Policia Federal, para cumprir pena por condenação proferida pela 13ª Vara Criminal de Curitiba, dirigida pelo juiz Sergio Moro e ratificada pelo Tribunal Federal da 4ª região.

Não estou aqui para discutir o mérito da ação, bem como, os fatos que o levaram a condenação, se é justa ou injusta, se houve uma celeridade processual, que em outros casos não há, para punir o ex-presidente. Caberá ao ex-presidente lutar ainda na Justiça, eis que ainda restam recursos que podem ser manejados, a sua prisão se deu por conta do entendimento do STF, que julgou negado a ordem de seu HC.

Se eu pudesse me dirigir aos dirigentes do PT, em âmbito nacional, eu os diria que o partido precisa se reinventar, e ao invés de ter Glessi Hofmam, cujo marido é réu em ações criminais de teor muito mais sério, grave, que o do ex-presidente Lula, seria a vez de nomes como Patrus, Suplicy, o que podemos chamar de a velha guarda do PT. Digo isso por que, as últimas estratégias da direção do partido, na defesa do impeachment da ex-presidente Dilma e na condução de busca de apoio popular ao caso Lula, não foram eficientes, a meu ver.

Para refletir:

“Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.”

* Mahatma Gandhi

 

LUCIANO AUGUSTO O. LOPES é bacharel em Direito pela Sociedade Dom Bosco de educação e cultura - Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis - Divinópolis (2012). Advogado inscrito na Seccional OAB Minas Gerais, desde 2015, com ênfase em Direito Público, atuando nas áreas do Direito Eleitoral, Administrativo. Atua como Consultor Jurídico do IPGC (Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades). Possui diversos cursos voltados para o Marketing Político Eleitoral, tem experiência em campanhas políticas e na gestão de projetos políticos.Há habilidade em comunicação tendo atuado na função de radialista/jornalista

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