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Está jorrando óleo de peroba!

Léo Junqueira

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Esta semana começou bem. Digo bem na continuidade dos atos absurdos daqueles que mostram como é fácil usurpar o “governo das tetas fáceis”.

Não bastasse o senado aprovar o aumento salarial dos nossos ministros do STJ, que se calam espertamente quando perguntados sobre o motivo do aumento, tivemos a “canetada” derradeira de Michel Temer, que como presidente da república deverá passar para a história como o marido da Marcela.

Temer autorizou o aumento absurdo, que em efeito cascata causará um impacto nas finanças públicas (já debilitada) de mais de R$ 6 bilhões. Juntamente com o aumento salarial, como prêmio à incompetência judiciária brasileira, deveríamos aumentar a produção de óleo de peroba para que usem em suas “caras de pau”. E haja peroba pra produzir óleo, minha gente!

É impressionante, como na calada da noite nossos abutres aninhados no senado aprovam leis e regulamentam indecências. A população acompanhou o passo a passo sabendo desde o início, qual seria o final da história, que era mostrada com maquiagens desde a proposta inicial do aumento, ou seja: a proposta de aumento foi apresentada e a contra partida seria o término do auxílio moradia aos magistrados, como se fosse justo trocar R$ 6 bilhões por R$ 700 milhões num grande efeito do óleo de peroba na cara dos homens de toga.

Depois seria fácil sancionar a lei com a caneta do “marido da Marcela”, pois o acordo já estava feito. Os efeitos de tal fluido oleoso foi além e colocaram em votação, mais uma vez na calada da noite, um indulto de Natal para beneficiar os mais corruptos de todos os corruptos que esse país conheceu.

Mas, não para por aí e a imprensa estampou nos noticiários, que o presidente eleito, Jair Bolsonaro transferiu a conta para a população pagar, como se estivesse lavando suas mãos de uma responsabilidade, como Pilatos fez ao inocentar Barrabás mesmo antes de tomar posse.

Não é um jogo apenas sujo feito por gente imunda. É algo tão nojento, que devemos registrar toda essa lambança na nossa história para que nunca nos esqueçamos dos nomes, das feições, das palavras e atos de pessoas que deveriam ser julgadas por crime de lesa-pátria.

Um grande analista político disse, em seus comentários, que o povo brasileiro recebeu uma cusparada na cara. Na verdade, foi muito pior, porque abriram-se precedentes para que figuras políticas menores, também se abracem a esse expediente para acobertar suas ações deliberadas na irresponsabilidade e falta de respeito para com o povo.

Não escrevo para revelar verdades ou apenas a minha opinião sobre o “final infeliz” dessa história política no Brasil. Mas, para uma chamada de consciência, sem posts nas redes sociais que brincam com coisa tão séria. Também, não vou invocar o espírito nacionalista da nossa gente, porque somos um povo passivo e submisso ao que nos fazem e criamos brincadeiras para esconder nossa covardia em reagir.

Não sei se exagerei neste artigo ou se conseguirei ser entendido. Sei apenas que estamos cansados e deprimidos, porque somos mais de 20 milhões de desempregados, nossos impostos continuam altos, a burocracia foi ampliada e nosso país está dividido. Temos dezenas de milhares de jovens nas faculdades usando a palavra “fascista” sem saber seu significado.

Outros tantos pregam as lições de uma escola tão ruim, que estamos formando profissionais que não sabem em que continente está o Brasil ou o nome da nossa capital federal.

Falar em esperança é o mesmo que esperar ganhar o prêmio da mega sena… É muito difícil! A Rede Globo já anuncia que “hoje é um novo dia de um novo tempo que começou”. Prefiro que hoje seja o dia, de um tempo que precisa terminar. Hoje precisamos reaprender o que somos e principalmente, a confiar!

LEONARDO VELOSO JUNQUEIRA é daqueles publicitários da época romântica, quando a comunicação ainda era feita com base no talento criativo. Foi sócio fundador da Insight Comunicação durante 22 anos prestando serviços de comunicação e marketing a grandes empresas, como Pastifício Santa Amália, Riclan (fabricante do Pircóptero e drops Freegell’s), Cera Inglesa, Calçados Jacob (Kildere), Café Brasil, Balas Santa Rita entre outras grandes empresas que fizeram histórias de sucesso. Trabalhou em grandes agências de publicidade em Minas e na área política, como publicitário, assessorou as prefeituras de Uberlândia, Varginha e Divinópolis além de desenvolver e coordenar inúmeras campanhas políticas, das quais destacamos a eleição de Zaire Rezende (Uberlândia), Maurinho Teixeira (Varginha), Paulo Tadeu (Poços de Caldas), Galileu Teixeira (Divinópolis), Paulo César (Nova Serrana), Toninho André (São Gonçalo do Pará) além de vários deputados estaduais e federais. Léo Junqueira é consultor de marketing, compositor, violeiro, escritor e colunista do Jornal O Popular

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