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Enquanto falta dinheiro para a cidade, sobra para aumentar a folha salarial.

Lucas Couto

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Recentemente, a prefeitura usou das redes sociais para tentar amenizar as críticas recebidas pelo descaso com a infra-estrutura urbana. Dezenas de funcionários comissionados e pessoas que estavam envolvidas direta ou indiretamente da campanha do prefeito Euzébio Lago em 2016, tentaram endossar e apoiar os videos explicativos usados pela prefeitura para se defender das críticas sobre a quantidade de buracos presentes na cidade.

O problema maior, é que a prefeitura usou de argumentos que são facilmente refutados, como a impossibilidade de arrumar as vias em período chuvoso, o que é uma falácia, já que, atualmente no mercado, existem dezenas de marcas que oferecem a “massa asfaltica fria”, que pode ser muito bem aplicada sob qualquer tipo de situação climática.

O motivo da falta de cuidado com as ruas da cidade e também a falta de atenção a outros problemas, é a falta de dinheiro em caixa para realizar projetos que solucione o problema.

Essa falta de dinheiro, não é causada por uma crise econômica, muito pelo contrário, a cidade foi uma das únicas que cresceram e geraram empregos durante a crise. O motivo da falta de dinheiro em caixa é o aumento considerável do custo da folha salarial da prefeitura.

Quem me acompanha desde a época do APARTIDARIUNS, lá em 2015/2016, sabe que sempre direcionei minhas críticas à péssima gestão do dinheiro público e em especial ao gasto exorbitante com funcionários. Pois bem, na época, eu não imaginava que essa situação poderia piorar, mas acreditem, piorou!

Ao consultar e comparar o gasto com pessoal de janeiro de 2016, 2017 e 2018 no portal da transparência, é possível ver um aumento significativo da folha salárial da gestão Joel Martins para a gestão Euzébio Lago.

Em 2016, último ano do ex-prefeito Joel Martins como prefeito de Nova Serrana, o custo da folha salarial em janeiro foi de R$ 5,1 MILHÕES, enquanto em 2017, no primeiro mês da gestão do prefeito Euzébio Lago, a folha aumentou timidamente algo próximo a 3% e foi para R$5,2 MILHÕES, mas o pior, ainda está por vir.

O problema começa após o primeiro mês da gestão “Um Novo Tempo para Todos”, quando o conforto da cadeira da prefeitura e o poder da “canetada”, o gasto exacerbado com sua base política, seus funcionários, começa a influenciar nos cofres públicos.

Aproveitando o mês de janeiro de 2016 (Gestão Joel Martins) e comparando com janeiro de 2018 (Segundo ano da gestão Euzébio Lago),o custo com o pessoal saltou de R$5,1 MILHÕES para R$6,2 MILHÕES (Mais de R$1 MILHÃO em salários), uma discrepância de 20%. Valor este, quase suficiente para concertar a ponte do Jardins do Lago, interditada desde o final do ano passado.
Enquanto a cidade carece de investimento em setores básicos de responsabilidade do município como saúde e infra-estrutura, a prefeitura tenta contornar a crise política e a falta de popularidade em que se meteu por causa de ações inpensadas com agrados e benesses a sua base política, esquecendo os problemas atuais e já de olho na corrida eleitoral de 2020.

Fonte: Portal da Transparência da Prefeitura de Nova Serrana.

* Lucas Couto - Empreendedor, acadêmico em engenharia civil, coordenador do movimento Livres e defensor da liberdade e da redução da máquina pública.

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