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Editorial

Em pé de guerra!

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Para quem achava que o ano de 2019 começaria amistoso no meio político, a primeira reunião ordinária da Câmara de Nova Serrana viu que o ano será mais do que quente.

Para começo de conversa temos de cara dois processos de CPI’s sendo instaurados paralelamente, e pelo que tudo indica revirar as contas, contratos e procedimentos do executivo e legislativo são processos que podem abalar as estruturas políticas.

Do lado da prefeitura o vereador Willian Barcelos (PTB), revirou um dos poucos trunfos da atual gestão, a Unidade de Pronto Atendimento e a Secretaria da Saúde, e de lá surgiu um processo de CPI que tem como foco os contratos firmados entre a OS que faz a gestão compartilhada da unidade de Saúde.

O vereador meteu a mão na cumbuca onde nenhum dos populares e edis pensavam que teria alguma sujeira, e de lá saiu sem mais nem menos, com apenas uma pequena investigação, a constatação de uma entidade que vem sendo investigada pelo Ministério Público Federal na operação Lava Jato.

Se isso por si não é o suficiente, o vereador ainda apresentou uma série de nomes e contratos de gente de confiança da atual gestão, que estaria, pelo que apresentado por Barcelos, no mínimo em desacordo com a lei orgânica.

Mas como não poderia ser diferente, em uma cidade onde tudo se torna pessoal, onde aqueles que são políticos defendem seu posicionamento acima de tudo, os embates entre a base do executivo e a oposição no legislativo culminaram com a instauração de uma CPI também nos contratos da Câmara.

E, diga-se de passagem, Jadir Chanel, jogou no ventilador a pergunta “onde estão os R$ 200 mil que estavam aqui?” Bom talvez o assessor fantasma tenha sumido com ele!

Em meio a uma enxurrada de fakes, mentiras, verdades e memes que circulam nas redes sociais, em meio a uma série de acusações que foram jogadas na cara logo na primeira reunião política do ano, os dois lados ficaram claramente irritados.

Lá pelas bandas do legislativo, Osmar bateu na mesa, como fez outras vezes, elevou o tom de voz, e falou que na Câmara tem homem, tem gente que tem compromisso com o dinheiro público e não com pessoas de Divinópolis.

Ao Jadir, bom, algumas das fortes palavras do presidente foram direcionadas a ele, que segundo o gestor da casa, fala pelos cotovelos.

Na prefeitura, as denúncias de Barcelos não foram vistas com bons olhos e pelo visto também irritou a autoridade máxima da cidade, isso porque uma nota nada branda colocou em questão o posicionamento do vereador.

Para o prefeito as denúncias do vereador são na verdade “suposições e narrativas fictícias, criadas por pessoas com sede de poder e incentivadas por aqueles que querem a todo custo desestabilizar o atual governo municipal sem pensar nos habitantes da cidade”.

Para o prefeito essa postura é na verdade intolerável. Para nós deste Popular, intolerável é a palavra correta para descrever a relação entre executivo e legislativo, que já não se bicaram no ano de 2018 e pelo que foi visto já na primeira reunião ordinária de 2019, os dois poderes continuarão em pé de guerra.

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