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Editorial

Como a Casa da Mãe Joana!

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Na última reunião ordinária da Câmara surgiu da boca de um vereador o termo “Casa da Mãe Joana”. A expressão nos da a entender de forma imediata que a bagunça está determinada quando se chega a ilustrar um ambiente, um lugar, um órgão público com essa nomenclatura.

Aqueles que tem uma mãe com o nome de Joana, que nos perdoem, mas evidentemente a expressão está relacionada a um ambiente zoneado, que tem mais ligação com a política do que se imagina.

Segundo o oráculo, chamado Google, o termo é de origem do século XIV. Segundo Câmara Cascudo (historiador, antropólogo, advogado e jornalista) a expressão foi criada graças a Joana I , rainha de Nápoles e condessa de Provença, que viveu entre 1326 e 1382.

A realeza teve uma vida conturbada e em 1346 mudou de residência para Avignon, na França. Alguns autores afirmam que esta mudança ocorreu porque Joana se envolveu em uma conspiração em Nápoles que resultou na morte de seu marido André, enquanto outros indicam que Joana foi exilada pela Igreja por viver de uma forma sem regras e permissiva.

Em Portugal, a expressão era um sinônimo de prostíbulo. E quando chegou ao Brasil e como passou a significar o lugar onde cada pessoa faz o que bem entende, sem respeitar nenhum tipo de normas.

Se olharmos a aplicação brasileira passamos a entender tudo que quis dizer o vereador.

Segundo Willian Barcelos o receio é que a Câmara se torne a casa da mãe Joana. O receio do vereador é mais do que consistente uma vez que, após a troca da presidência, não se sabe ao certo quem manda ou como manda na condução dos trabalhos na CASA.

Temos em todas as três reuniões a quebra de decoro, quebra do regimento interno, sem falar que nas três reuniões presididas pela atual mesa, para ter o direito à palavra basta gritar no plenário. Basta levantar a mão e gritar alguma coisa referente ao assunto que o presidente faz questão de quebrar o regimento e lhe dar a palavra.

Como se não bastasse isso, o vereador Willian deu para Osmar Santos, uma aula de legislação sobre o regimento interno da CASA e ainda assim o edil não aprendeu.

Osmar durante as reuniões tem parecido o dono da bola, aquele que se não participar da brincadeira não deixa ninguém entrar no play. Opina, interfere no pronunciamento dos vereadores, debate e quebra o regimento.

Não será estranho se em um futuro próximo o presidente resolver que quer votar e por alguma razão não bater na mesa e anunciar que seu voto vai sim ter importância.

O presidente já pediu para ser substituído para “ir ao banheiro”, por pouco não falou o que iria fazer, mas o que o nobre não percebeu é que não interessa o motivo pelo qual ele necessita se ausentar, ele apenas deve passar a direção das atividades, e como diz o regimento voltar a após o termino da pauta.

As decisões tomadas na CASA tem sido também sinônimo de uma bagunça que tem causado estranheza e desconforto no cenário político. O Lanchinho ficou mais caro e graúdo, os celulares foram trocados, afinal os vereadores precisam de telefones de última geração viabilizados com dinheiro público.

Se bem que se tratando da qualidade da internet que é disponível na CASA, sim precisam de aparelhos melhores, nós da imprensa por exemplo somos prejudicados pela casa não disponibilizar uma internet para uso dos colegas e em tempo simultâneo podermos manter você informado caro leitor.

Willian ainda trouxe a preocupação de com o descumprimento do regimento da CASA não tenha moral para exigir o cumprimento da legislação ali criada e cobrada.

De fato na CASA da mãe Joana, não existe regras, além é claro daquelas que são definidas pelo dono da bola, que nesse caso se torna ainda mais obscuro, afinal hoje não se sabe efetivamente quem manda ali, o vereador A, o vereador O, ou o ex-prefeito que na mesma casa foi tornado inelegível em dias passados.

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