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Editorial

Cobra comendo cobra até que a última sobreviva!

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No dia 28 de setembro a Guarda Municipal de Nova Serrana recebia em uma solenidade realizada no pátio do Centro Administrativo de Nova Serrana uma viatura Fiat Toro, cedida pela Fiat Crysler sem nenhum despesa ao município.

A Aquisição do automóvel veio através da intervenção do deputado estadual Fabiano Tolentino junto a empresa que de forma pioneira cedeu o veículo como uma forma de propor e mostrar a versatilidade do automóvel, e ainda se tornar uma parceira quanto a segurança pública da cidade.

Mas esse editorial não tem a segurança como foco, e sim a solenidade, ou melhor alguns indícios de que o caldo iria entornar em breve quanto a relação da prefeitura para com parte dos vereadores em especial, o líder do governo.

Na ocasião o cerimonial, convocou parte dos legisladores para assumirem um lugar junto ao palanque, e justamente o vereador Valdir Mecânico (PCdoB), que era o líder o executivo junto aos vereadores foi deixado de lado.

Nossa equipe se aproximou do secretário de articulação e deu um toque, na verdade buscando saber se houve algum rompimento e diante da gafe percebida a situação foi então remediada, porém, percebeu-se que um descuidado com a liderança pairava sobre a cidade.

Com o passar do tempo a situação foi se tornando mais gritante, ambos os lados não eram vistos mais aos abraços e beijos, e a situação foi oficialmente declara fora de controle, quando o executivo propôs a reeleição do vereador Pr. Geovani Máximo (PMDB) para a presidência da casa.

Há quem diga que quando fechado os trâmites para a primeira eleição, houve a promessa de uma rotatividade entre os vereadores da base, há quem diga que Valdir Mecânico pleiteava o cargo e foi jogado para escanteio, ou melhor não foi levado a sério pelo executivo, e a consequência desse desleixo com o seu principal nome na Câmara ocasionou em uma inversão de papeis que pode ser notada desde os primeiros atos de 2018.

O então líder do governo desde o início de 2018 tem se mostrado um fiscalizador, para não dizer opositor ferrenho às pretensões de Euzébio, e se o executivo não teve com o mesmo o cuidado de alinhar seus planos, o grupo de oposição a atual gestão abraçou o legislador que agora, exerceu efetivamente na última reunião ordinária um papel de oposição.

Valdir proferiu palavras duras ao executivo, e diante da expectativa de desenvolvimento de um bom trabalho, como anunciado neste Popular uma série de projetos que o executivo afirma realizar em 2018, o vereador apenas pede que o atual prefeito faça o seu papel, e pelo menos entregue a cidade da forma como a encontrou.

Parafraseando o próprio prefeito, em uma tirada que a equipe de Paulo Cesar, juntamente com o ex-prefeito jamais irá esquecer, Valdir Mêcanico afirmou categoricamente que espera que Euzébio “faça ao menos sua obrigação”.

Forte é perceber que tal situação veio de quem anteriormente brigava e defendia a atual administração com unhas e dentes, mas se existe uma verdade que é absoluta na política é que “nada é mais válido do que um dia após o outro”.

Esse editorial no entanto caro leitor, não é para atiçar o confronto entre as partes, até porque, aparentemente, a turma da oposição em 2018 entrou batendo e ganhando de lavada contra a atual administração que até agora apenas conseguiu cair nos buracos causados pelas chuvas em sua imagem quanto administrador.

Na verdade o que percebemos é que se o atual prefeito e sua articulação política não ficar bem atenta, em breve, outros nomes de sua base vão passar para o lado de lá. Conflitos já vem sendo antecipados, afinal, Euzébio declarou apoio a Fábio Avelar, e como fica a situação de Willian Barcelos, que hoje tem encarado a oposição pela atual administração, e que afirma que será candidato a deputado estadual nestas próximas eleições.

Se o executivo não abrir o olho teremos mais legisladores saindo debaixo de suas asas e trocando de time. Terá mais fogo amigo, terá mais pancada vindo de quem antes comia em sua mesa, e se você caro leitor, por algum motivo considera isso traição, queremos lembrá-lo que o nome do jogo é POLÍTICA, e nessa brincadeira, tem cobra comendo cobra, até que a última sobreviva.

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1 Comentário

1 Comentário

  1. Wanderlei dos santos

    21 de fevereiro de 2018 em 17:46

    Apesar de se tratar de um jogo neste caso o político não quer dizer que tem que ser a ponto de prejudicar a uma população de quase cem mil habitantes em nome de vaidades feridas, e esquecendo aquela mensagem tão repetida pelos nobres quando insistem em fizerem que estão vereadores ao invés de fizeram somos vereadores, o mais incrível de tudo isso é o povo besta não perceber que estamos sendo feitos de otários, e nem com o jornal O popular desenhando o povo entende, e continuam bajulando piadistas do joguinho politiqueiro.

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