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CASOS E CAUSOS – Cada coisa…tem que rir!

Wellington Pimenta

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Se eu não estiver enganado esse fato aconteceu entre os anos de 1996 e 1997, em uma época que a cidade de Nova Serrana, começava a dar sinais de crescimento.  Na época o calçado começava a ficar conhecido e rompia fronteiras jamais pensadas até então.

Os fabricantes de calçados estavam começando a entender sua importância no cenário brasileiro, como empregador e mantenedor da economia, atingindo o status de Industrial ou empresário e alguns até transpondo o patamar de simples fabriqueta para Indústria de calçado com vendedores em âmbito internacional.

Em pleno período onde se tinha perspectiva de crescimento eis que surge uma crise inédita, incomparável e que pegou muita gente, que ainda não estavam inteiramente estruturados, fazendo com que muitos pequenos industriais não conseguissem suportar a situação e fechar suas portas, onde houve um descontrole financeiro.

A crise não veio de forma inerente, nessa época parece que havia uma competição entre alguns que se dedicavam em fabricar quantidade e muitas vezes esqueciam a qualidade, isso também contribuiu para acelerar a situação negativa.

Lembro-me que em várias situações, ouvia-se as pessoas falando, o fulano está fabricando tantos pares por dia, o cicrano está fabricando o dobro disso, a fábrica do fulano está com tantos funcionários, então o outro respondia que sabia de outra fábrica que tinha o dobro dos funcionários, parece que a quantidade ditava o status de muitas fábricas existentes.

Então se começou a vender muito e o recebimento da produção comercializada passou de forma sorrateira a ser feito com os famosos cheques pré-datados, lembro de ouvir falar muito os termos, 30, 60, 90 dias, isso era muito comum, em certa época. Se não me engano chegou a circular mais cheques nas negociações locais do que dinheiro em espécie.

O problema é que quando muitos destes cheques começaram a voltar a ser negados pelos bancos por não terem fundos, a tal crise que se temia acabou sendo acelerada e a partir dai foi um verdadeiro alvoroço.

Tinha gente que só tinha cheques, ao conversar mostravam montanhas de cheque. Quando um ou outro conseguia fazer uma venda no dinheiro “vivo” era razão de se vangloriar diante dos outros.

Pois bem foi nesse cenário que aconteceu o fato que quero contar. Certo dia na porta do banco, estavam dois fabricantes conversando e muita gente escutando, um deles então disse para o colega conhecido: eu fiz uma venda excelente hoje, vendi 5 mil pares a R$ 3,00 mais caro que o preço. Ou seja, se custasse R$ 20,00, ele vendeu a R$ 23,00.  Na narrativa ele seguia: Foi muito bom mesmo, “acho que eu furei o olho do comprador”.

Aquela fala fez com que muitos ali presentes olhassem para ele com admiração e até mesmo um pouco de inveja, pelo tamanho do bom negócio.

E ele completou sua fala vendo que todo mundo olhava para ele, realmente foi uma venda maravilhosa, pena que eu recebi em cheque, mas infelizmente estava sem fundo. Foi uma verdadeira chuva de risos.

WELLINGTON LINO PIMENTA é natural de Bom Despacho-MG, Sargento da reserva da Polícia Militar, residente em Nova Serrana há 33 anos, ferrenho defensor do meio ambiente, escritor, autor de 5 livros ainda não publicados; trabalhou na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, católico estudou por 4 anos o curso de teologia para leigo.Atualmente colabora na divulgação e mobilização no Consep - Conselho Comunitário de Segurança Pública .

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