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Agora ou vai ou racha!

Léo Junqueira

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Alguns estudiosos da metafísica estão dizendo, que em estudos mais aprofundados sobre o assunto alguns cientistas defendem a possibilidade da existência de um mundo paralelo. Não sei bem o que isso quer dizer, mas se é um mundo paralelo pode ser que lá aconteçam coisas ao contrário do que vivemos pelas bandas de cá. Se isso é verdade ou não o certo é que podemos estar numa interseção dos dois mundos, porque nunca vimos tantas inversões de valores como agora.

Nesta semana o país vai acompanhar a decisão do STF sobre o habeas corpos impetrado pela defesa do ex-presidente Lula e muita coisa pode acontecer com graves consequências. Não me refiro às possibilidades do pessoal da “esquerda insana” confrontar uma possível prisão do ex-presidente com o lado discordante tantas vezes chamado de fascistas, golpistas entre vários predicados de qualificação da direita política. Mas, da quantidade de precedentes que a decisão dos ministros pode abrir, como aquela famosa “Caixa de Pandora”.

De cara e sem o menor pudor teremos bandidos confessos sendo libertados, outros saindo pela porta da frente dos presídios em seus carros luxuosos e até mesmo aqueles meliantes de pequenos delitos rindo na nossa cara.

Fico pensando, que a pedofilia estará normalizada no país, crimes contra a economia ou a segurança nacional estarão abençoados e nossos ministros lustrando suas já emolduradas “caras de pau”.

É claro que a população se prende nas ações dos MST’s da vida, com sua corja de bandidos camuflados de plebeus e injustiçados, que a todo momento ameaçam fazendeiros, prédios públicos e a vida do cidadão com suas foices e ferramentas que nunca trabalharam por algo mais digno. Mas o problema maior é a jurisprudência que será criada para enterrar de vez as fatigadas e espúrias leis brasileiras, altamente protecionistas e que mostram ao mundo, que aqui no Brasil o crime compensa.

Fico imaginando as milhares de mulheres estupradas vendo seus algozes sento libertados, os pedófilos voltando a ativa, ladrões de toda ordem retornando pra casa dizendo que foram soltos por ordem da justiça ou seja, são inocentes e agora santificados por uma ordem indecente.

Lula realmente fez muita coisa neste país, mas com certeza nada tão nojento e antipatriótico como servir de causa e efeito num dos momentos mais perigosos para os brasileiros. A falta de limites que predomina na política nacional contaminou e aparelhou o poder judiciário de tal forma, que nos resta agarrar com nossos santos (pra quem tem) e orações, louvores e cânticos de súplicas implorando pelo perdão de nossa covardia.

Em países menos informados que o nosso, por muito menos assistimos verdadeiras convulsões sociais pedindo por justiça. Acompanhamos líderes políticos sendo presos, depostos e até executados por muito menos do que fizeram aqui. Enquanto isso, na república das bananas e do carnaval já esperamos pela Copa do Mundo.

É triste dizer, mas creio que nossos heróis realmente “morreram de overdose e nossos inimigos estão no poder”. Como deixamos isso acontecer? Dizem que o Brasil é um país dos absurdos avalizados pelo povo e esta é a razão da minha angustia.

Um operário chegou à presidência da republica. Bacana e louvável. Mas um operário que cortou o próprio dedo para usufruir de uma aposentadoria imoral, que é tido como incapaz para trabalhar e produzir qualquer coisa, mas se mostra jogando futebol nos fins de semana só pode estar debochando da gente.

Minha geração viveu sob o fantasma, de que cada povo tem o governo que merece e vejo isso acontecendo em todas as esferas, sejam federais, estaduais ou municipais.

Aqui em Nova Serrana as ações cederam lugar para as infinitas explicações. As justificativas “injustificáveis” deverão distribuir mais picolés no Primeiro de Maio (ou não), tapar buracos virou motivo para se falar em “grandes obras”… E a ponte que caiu? E a tal reforma administrativa? E as emendas parlamentares (que nunca chegam)?

Grupos que defendem a prisão do ex-presidente estão mobilizando a população a ir para as ruas protestar e pressionar o judiciário para que apenas faça justiça e não jurisprudência. Por que não aproveitar e incluir em nossos protestos alguma coisa que diz respeito à nossa realidade?

Caros leitores, somos parte desta história toda e podemos decidir muita coisa apenas com uma reflexão: “Nossos filhos merecem o sentimento de orgulho, porque lutamos e vencemos a corrupção e a incompetência? Ou merecem a vergonha de viver sabendo que fomos covardes o bastante para ficar no conforto das redes sociais fazendo comentários vazios, postando mensagens que não funcionam ou “cangando regra” sobre opiniões?”

Seja qual for seu pensamento ou consciência, tome uma atitude ao invés da omissão.

LEONARDO VELOSO JUNQUEIRA é daqueles publicitários da época romântica, quando a comunicação ainda era feita com base no talento criativo. Foi sócio fundador da Insight Comunicação durante 22 anos prestando serviços de comunicação e marketing a grandes empresas, como Pastifício Santa Amália, Riclan (fabricante do Pircóptero e drops Freegell’s), Cera Inglesa, Calçados Jacob (Kildere), Café Brasil, Balas Santa Rita entre outras grandes empresas que fizeram histórias de sucesso. Trabalhou em grandes agências de publicidade em Minas e na área política, como publicitário, assessorou as prefeituras de Uberlândia, Varginha e Divinópolis além de desenvolver e coordenar inúmeras campanhas políticas, das quais destacamos a eleição de Zaire Rezende (Uberlândia), Maurinho Teixeira (Varginha), Paulo Tadeu (Poços de Caldas), Galileu Teixeira (Divinópolis), Paulo César (Nova Serrana), Toninho André (São Gonçalo do Pará) além de vários deputados estaduais e federais. Léo Junqueira é consultor de marketing, compositor, violeiro, escritor e colunista do Jornal O Popular

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