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Afronta à cultura

Luiz Carlos Amorim

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Chegando um novo Big Brother Brasil. Só o fato de haver uma nova edição dessa coisa sofrível que chamam de reality show, já é um retrocesso. São mais de dez edições, atestando que, realmente, uma boa parte dos brasileiros faz questão de se revelar um povo subdesenvolvido, praticamente sem cultura nenhuma, ao absorver um programa de tão baixa qualidade.

Felizmente há quem saiba escolher e opte por um programa não tão ruim da televisão, ou pela leitura de um livro, ou por ver um bom filme, ouvir boa música, assistir uma boa peça de teatro.
Em alguns países, a moda – ou a praga desse tipo de programa – até passou, mas no Brasil, não. Há até quem assine um canal de TV paga que mostra a “atividade” na casa vinte e quatro horas por dia. E são milhares de assinantes.

O tal Big Brother não tem nenhum ponto positivo e a cada edição fica pior. As piores qualidades dos participantes do “show” são valorizadas, para dar mais “ibope”. Vale tudo: baixaria, mau caráter de uns e outros, violência e sexo. Até estupro  embaixo do edredom já houve. Virou escândalo nacional e acabou exacerbando a curiosidade e até aqueles que não viam o malfadado programa, acabaram dando uma “espiada”.

O brasileiro precisa avaliar melhor o que anda consumindo. Há que saber escolher o que ver na TV, há que se ler um bom livro, de vez em quando, estudar mais, fazer cursos para se encaixar melhor no mercado de trabalho e melhorar a renda.

Precisamos gerenciar melhor o nosso tempo. Precisamos elevar o nosso nível de cultura. E não venham, por favor, me dizer que “não podemos fazer tudo isso porque somos pobres”. Sempre podemos aprender mais.

Felizmente há quem abomine o tal BBB e sempre temos esperança de que esta seja a última edição. Mas o atestado da nossa falta de cultura só acabará, só deixará de invadir a telinha se nós, consumidores, espectadores, não prestigiarmos mais esse tipo de “programa”, essa alternativa altamente perniciosa para todos nós.

Compete a nós, cidadãos, selecionarmos o que permanece na programação, pois uma produção não continuará no ar se a audiência não for boa. Se não assistirmos o que é ruim, se tivermos um pouco de critério na hora de assistirmos o que a televisão nos oferece, podemos melhorar o que nos é oferecido.

Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 37 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://lcamorim.blogspot.com – http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br

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